S.Bernardo é 3ª em roubo de veículo

S.Bernardo é 3ª em roubo de veículo

 S.Bernardo é 3ª em roubo de veículo . São Bernardo aparece na terceira colocação do ranking das dez cidades com maior índice de roubos e furtos de veículos no primeiro semestre. O levantamento foi feito pela CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Complementar e Capitalização).  A cidade registrou 2.830 roubos e furtos, o que representa 3,03% dos 93.347 casos registrados nos dez municípios de São Paulo analisados. O ranking, liderado pela Capital paulista (45.691), também conta com outras duas cidades do Grande ABC: Santo André, na quarta posição (2.446 casos) e Diadema, na sétima (1.629).Segundo o diretor executivo da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais ), associada à CNSeg, Neival Rodrigues Freitas, a questão de roubo e furto de veículos reflete diretamente nos preços dos seguros. “Quando a seguradora começa a ter de pagar muitos sinistros, os valores cobrados sofrem reajustes. O ranking mostra que essas cidades do Grande ABC precisam de cotação mais elevada, pois é onde há número maior de indenizações”, explica.
Freitas afirma que cada seguradora pode fazer o reajuste sempre que julgar necessário. O valor varia conforme o veículo e já que são levados em conta os dados do segurado, local onde o carro é guardado e a área de circulação. Em São Bernardo, por exemplo, o Rudge Ramos é um dos locais com maior incidência deste tipo de crime devido ao grande número de faculdades e comércio. “Sabendo que o proprietário vai demorar a voltar, os ladrões agem”, diz o comandante da Polícia Militar na região, coronel José Luis Martins Navarro.
O ranking aponta os veículos mais visados. Segundo a CNSeg, em São Bernardo, o modelo mais levado pelos criminosos neste ano foi o Gol (242 casos). Depois, Uno (188) e Pálio (151). “O Gol é o carro mais fabricado no País e, consequentemente, circula mais. Por isso, aparece como o preferido dos bandidos em todas as cidades”, ressalta o diretor da Fenseg.
Para o presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros, de Empresas Corretoras de Seguros, Resseguros, de Saúde, de Vida, de Capitalização, de Previdência Privada no Estado de São Paulo), Mário Sérgio, existe explicação para os carros populares serem o principal alvo. “Os proprietários tomam menos cuidado do que os donos de carros mais caros”, afirma.
Mário Sérgio diz que a falta de peças originais no mercado pode ajudar a incrementar os índices. “Muitos donos de modelos populares precisam fazer a manutenção e não conseguem ter acesso ao produto direto da fábrica, por falta de recursos ou de tempo. Aí, recorrem ao mercado paralelo e os criminosos acabam lucrando
Fonte:Fernanda Borges
Do Diário do Grande ABC

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