Está seguro do seu seguro?

Está seguro do seu seguro?

Está seguro do seu seguro?

Os minutos que possa vir a “perder” enquanto revisita os termos e condições da sua apólice de seguro poderão vir a ser compensados em caso de sinistro

É irrefutável que a grande maioria da população activa é beneficiária de pelo menos uma apólice de seguro e que as coberturas mais comuns estão associadas aos danos nos imóveis e respectivos recheios, saúde, vida, responsabilidade civil (nomeadamente automóvel) e acidentes de trabalho.

Não é menos verdade que a generalidade das pessoas desconhece quase por completo os termos e condições da cobertura que lhes é conferida pelas respectivas apólices de seguro e encara o contrato de seguro como algo de imutável, ou seja, um contrato que é negociado no início da sua vigência e que é mantido em vigor por força do pagamento periódico dos prémios. No fundo, existe um sentimento generalizado de que o contrato de seguro é uma relação meramente financeira, ou seja, o tomador do seguro paga o prémio do seguro e a seguradora pagará a indemnização em caso de sinistro.

Sucede que o contrato de seguro é muito mais dinâmico que o comum cidadão possa pensar e uma eventual desconsideração de alguns aspectos determinantes para a avaliação do risco pelo segurador pode determinar uma redução automática da cobertura ou, em casos muito específicos, a exclusão da cobertura por parte do segurador.

Sem prejuízo de, ao longo dos últimos anos, se ter vindo a apostar na consciencialização dos consumidores da importância que assume a leitura cuidada dos termos e condições dos contratos que pretendem assinar com terceiros, a verdade é que esse esforço acaba por se revelar inglório quando estão em causa contratos extensos e com alguma complexidade. Essa realidade é bem patente no caso dos beneficiários de produtos de seguros, os quais se limitam, regra geral, a ler as condições particulares da apólice e desconsideram algumas obrigações que decorrem da celebração do contrato de seguro e estão plasmadas nas condições gerais.

É neste enquadramento que se torna importante consciencializar os beneficiários de produtos de seguro da importância que assume a comunicação ao segurador de certas alterações de circunstâncias no decorrer da vigência do contrato de seguro. Esta obrigação de comunicação abrange o mais variado tipo de situações, passando por alterações no montante do capital seguro (exemplo: beneficiação do imóvel, alterações relevantes no recheio, etc.) e também por alterações de circunstâncias relevantes que possam determinar o aumento ou a diminuição do risco (exemplo: alteração da actividade desenvolvida no local seguro).

Fonte: ionline.pt

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LuzeAzevedo administrator

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