Adesão ao Seguro Rural é baixa em Mato Grosso

Adesão ao Seguro Rural é baixa em Mato Grosso

Apenas 5% de aproximadamente 25 mil produtores de Mato Grosso possuem algum tipo de seguro contra catástrofes climáticas, doenças e pragas. A estimativa é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Rui Prado. Segundo ele, a baixa adesão se deve ao alto custo cobrado pelas seguradas e a ineficiência da cobertura dos planos. Mas, na opinião de Prado, o cenário tende a mudar. Isso porque, foi aprovado nesta terça-feira (3), por unanimidade no Senado, o projeto de Lei que autoriza a União a participar como cotista do Fundo de Catástrofes destinado à cobertura dos riscos do seguro rural relativos à produção agrícola, pecuária, aquícola e florestal.

Desta forma, o governo deverá depositar até R$ 4 bilhões em um período de 4 anos, sendo metade por ocasião da constituição do fundo e o restante nos 3 anos subsequentes. Bancos, seguradoras, cooperativas e até os produtores devem contribuir. O presidente da Famato explica que a medida deve garantir segurança ao sistema e atrair seguradoras interessadas em investir em uma atividade considerada de risco, como é a agropecuária. Ele acredita também que os preços dos seguros devem reduzir para o produtor. “Com isso teremos um aumento na adesão dos seguros rurais”. O projeto de Lei foi encaminhado para sanção presidencial.
O senador e relator do projeto, Valter Pereira (PMDB-MS), explica que o fundo proposto vai substituir o atual Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR). Ele confirma que a medida de incentivas as adesões ao seguro do agronegócio. “A participação do governo deve oferecer estabilidade para o processo que costuma ser caro e é considerado de alto risco”, avalia o senador.
Para o diretor de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Welington Soares Almeida, o Fundo de Catástrofe vai proporcionar o desenvolvimento do seguro rural no Brasil. Ele acrescenta que as seguradoras e resseguradoras deverão aumentar a oferta de produtos de seguro rural para as regiões sujeitas a instabilidades climáticas, como a região Sul, ou para produtos mais sensíveis, como o milho safrinha, trigo e frutas de clima temperado, uma vez que parte dos recursos será utilizada no pagamento de indenizações decorrentes de catástrofe bancadas pelo fundo
Fonte: A Gazeta/Agronegocios
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